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ESTILO

Vale tudo na hora do sexo?

23/01 - 12:17hrs

Muitos homens gostam de usar nomes pouco lisonjeiros ou dar uns tapinhas durante o sexo, mas será que isso também as excita?

Vladimir Maluf

Entre quatro paredes, não vale tudo. Mas vale muita coisa. E muitos homens curtem chamar a parceira de nomes pouco lisonjeiros, dar uns tapinhas e usar uns palavrões. Mas e elas? Gostam?

Pedimos às próprias mulheres que respondessem se isso é excitante ou não. Primeiro, uma dica: tente, mas comece aos poucos. Diga algo mais leve na hora do sexo. Se perceber que ela está curtindo, pode investir em palavras mais pesadas. Sempre de olho na reação da moça, pois ficará bem claro se isso a estimula ou não.

Um tapinha não dói

“Opa! É bom! Não gosto que xinguem a minha mãe durante a transa, mas de alguns nomes, gosto, sim”, assume Bianca*, de 27 anos. Ela diz que um tapinha é o primeiro passo. “Se rolar um tapa é um passo para começar a xingação”. E o homem deve arriscar, pois, segundo ela, pode ser muito gostoso. “Ele sempre deve tentar, todas as vezes, na minha opinião. Se eu achar que está exagerando, eu falo”.

Por outro lado, Camila*, de 29 anos, diz que não pode chegar xingando. “Se é a primeira vez que eu transo com o cara, não dá para ele chegar com palavrões. Não me sinto à vontade. Tem que ter intimidade”, diz. E pense duas vezes no que vai falar. “Uma vez, o cara perguntou se eu tinha gostado do ‘negócio’ dele, usando um nome ridículo. Gargalhei na hora. Certos apelidos para pênis, não dá”. Mas, para xingar, não há limite. “Pode me chamar de absolutamente tudo, só não pode trocar meu nome”, avisa.

Para Michelle*, 25 anos, existe um clima certo para xingar e o cara tem que perceber qual é. “Mesmo que não seja uma transa carinhosa, não dá para ficar xingando toda hora. Senão, perde a graça. Não é excitante”. Mas ela diz que não gosta de homem meigo. “Transa romântica, daquelas bem lentinhas, nunca. Eu não gosto. Prefiro que xinguem, mas ele tem que saber o momento perfeito”.

Código secreto

O conselho de Aline* é ter um código. “Quando eu digo ‘não’ ou ‘para’, muitas vezes é para apimentar o negócio. Não quer dizer que eu não esteja gostando do que ele está falando ou fazendo”, revela a moça de 24 anos. “Eu tenho um código com meu namorado, para ele saber se ele deve parar, se está me machucando ou me ofendendo”, ensina. A palavra-chave do casal é “volta”, para que eles retornem ao ponto em que estavam, o limite. E atenção à dica: “volta” é uma palavra que não quebra o clima, como “chega”.

Regina*, 23 anos, já teve experiências com o namorado mais agressivas, com pegadas fortes e, inclusive, palavrões. “Ele já me xingou algumas vezes, e eu gostei. Acho que foi bem legal, mas não gostaria que fosse sempre assim. É bom quando é algo para variar, não um hábito”. Para ela, depende do clima e do dia. “Algumas vezes, eu quero uma coisa mais romântica, de carinhos e abraços. Em outros, um negócio mais selvagem. Depende muito da situação”, diz.

O outro lado

Já Cristiane*, de 29 anos, não curte essa fantasia. “Meu negócio é carinho. Não gosto de ofensas”. As amigas dela já tentaram provar o contrário, mas ela não se convenceu. “Muitas meninas já me disseram que pode ser legal, sim, mas não é algo que me excite. Uns tapinhas até vai, mas só se forem tapas fofinhos. Agressividade não rola”, afirma. “Transei com um cara uma vez e ele ficava me xingando. Não tínhamos intimidade. Não via a hora de acabar logo!”, diz.

A bela morena Gabriela*, 27, conta que nunca passou por essa experiência. “Meu namorado nunca conduziu isso dessa forma, mas acho que seria estranho, depois de tantos anos de namoro, ele me chamar de vadia. Eu daria risada. Eu penso sempre que as coisas deveriam mudar, mas não sei como”, diz.

* Os nomes foram alterados a pedido das entrevistadas


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