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Nasi continua polêmico

29/05 - 11:00hrs

Ex-integrante do grupo Ira! fala de música, futebol e das brigas na justiça com o pai e o irmão

Vladimir Maluf

Depois do conturbado fim da banda Ira!, Nasi segue sua carreira musical e participa de dois programas – um no rádio e outro na televisão. Para aqueles que não lembram, com o fim da banda em 2007, ele cortou relações com o irmão, que também era seu empresário, e também teve problemas com o pai, que entrou com um processo pedindo a interdição do cantor. Nasi falou ao iG de música, do seu time – o São Paulo –, da atuação de Ronaldo no Corinthians e revelou que acaba de entrar na justiça contra o pai.

iG: No que você está depositando suas energias agora? Mais shows? CD novo?

Nasi: Em dividir bem meu tempo entre meu programa de rádio, minha participação na TV, aos domingos, na Rede TV, sem perder o foco nos shows, que é a minha atividade principal

iG: O que é música boa para você? E o que não dá para ouvir?

Nasi: Boa música é música com sentimento, verdadeira. O que não dá para ouvir? Música sertaneja. Aliás, essa dita música sertaneja atual. 

iG: Como são seus programas na Kiss FM e na Rede TV?

Nasi: No rádio, é uma mistura de rock e futebol. São os dois assuntos que eu e o goleiro Ronaldo dividimos com gosto. A seleção musical é minha e dividimos o comando. Na TV, sou um convidado fixo e procuro representar o torcedor bem informado.

iG: Você se considera fanático por futebol?

Nasi: Se fanatismo tem a ver com ser inimigo de torcedores rivais ou deixar de ter um encontro com uma mulher muito especial para assistir os gols da rodada, então, não sou.

iG: Você torce para o São Paulo, certo? Acha que o afastamento do Rogério Ceni pode prejudicar o desempenho do time no Brasileirão?

Nasi: Acho que já prejudicou. O Rogério representando o São Paulo é muito mais do que um excelente goleiro e um goleiro artilheiro. Ele é uma liderança no campo e fora dele. É uma referência para a equipe.

iG: O que você está achando do desempenho dos times brasileiros na Libertadores?

Nasi: Em geral, está excelente. Esse ano, o Cruzeiro está se destacando pela qualidade. O Grêmio pela tradição. O Palmeiras pela reação e o São Paulo por saber jogar a competição, independentemente dos problemas. Temos tudo para conseguir uma final brasileira na Libertadores.

iG: E sobre o Ronaldo no Corinthians, o que você está achando?

Nasi: Tenho achado excelente, apesar de ter acabado com meu São Paulo no Campeonato Paulista. Acho que ele está fazendo bem para as pessoas por mostrar que, com força de vontade e determinação, a gente dá a volta por cima. Eu também dei... Eu sou mais ou menos o Ronaldo do rock n’roll.

iG: Você já disse que foi dependente químico. Isso faz parte do passado?

Nasi: O uso de drogas faz parte do passado. Mas é bom eu sempre lembrar que eu sou uma vela apagada, que eu não posso acender novamente.

iG: Agora que já faz um tempo que houve a desintegração do Ira!, você diria que sente saudade da banda?

Nasi: De jeito nenhum. Cada dia eu sinto menos. Cada dia eu percebo que, à exceção do baixista, todos os outros, inclusive o ex-empresário, me faziam muito mal, há muito tempo.

iG: E como está o processo pelo nome da banda Ira!?

Nasi: Eu ainda não entrei com esse processo. Mesmo porque precisa haver um consenso entre nós quatro, por isso que o empresário reinou com a nossa divisão. Mas percebo que Nasi é sinônimo de Ira! e as ações que trabalho no momento são em relação a danos morais a mim causados, assim como direitos trabalhistas e outras indenizações.

iG: Você pretende usar o nome Ira! novamente em uma banda?

Nasi: Não. O meu desejo ao recuperar o nome Ira! é que ninguém, nem mesmo eu, o transforme em um genérico. O Ira! acabou, para sempre.

iG: O processo de interdição, movido pelo seu pai, está totalmente finalizado?

Nasi: Foi julgado improcedente. Mas, obviamente, eles recorreram, pois é um direito, mas acho até engraçado... Estou tão bem pessoal e profissionalmente que vai ser difícil dizer o contrário. Estou tranquilo em relação a isso.

iG: As relações familiares, inclusive com o seu irmão, ficaram como, depois disso tudo?

Nasi: Eu não tenho mais irmãos. Infelizmente, tenho um inimigo íntimo que descobri quase que tardiamente. Meu pai eu procurei, não o encontrei, mas agora o encontrarei na justiça, pois acabo de entrar com uma ação de danos morais contra ele e o dito filho da minha mãe.



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