ESTILO
Estudos alertam que o homem não cuida da saúde
29/09 - 11:33hrs
Programa do Ministério da Saúde visa estimular o público masculino a criar o hábito de fazer exames de rotina
Vladimir Maluf
Com a intenção de estimular que o homem cuide melhor de si, o Ministério da Saúde iniciou a “Política Nacional de Saúde do Homem”. A prova de que o sexo masculino é mais displicente com a saúde é que a cada três mortes, duas são de homens, que vivem, em média, sete anos a menos que as mulheres, pois eles sofrem muito mais de doenças do coração, diabetes, câncer, colesterol e pressão arterial altos.
Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgados em 2007, mostram que a expectativa de vida aumentou, mas também confirmam que a vida do homem se prolongou menos. Em 1980, a expectativa de vida das mulheres era de 66 anos, enquanto os homens viviam em média 59,6 anos. O último estudo demonstrou que apesar do aumento da expectativa de vida, a diferença entre eles aumentou: as brasileiras têm expectativa de vida de 76,4 anos enquanto dos homens é de 68,8.
Através do portal da Saúde, o ministro José Gomes Temporão afirmou que “essa política parte da constatação de que os homens, por uma série de questões culturais e educacionais, só procuram o serviço de saúde quando perderam sua capacidade de trabalho”. E o diagnóstico tardio e a falta de prevenção é que elevam os índices de mortalidade.
O governo pretende, até 2011, aumentar em 570% a verba repassada às unidades de saúde por procedimentos urológicos e de planejamento familiar (como a vasectomia), e a ampliação em até 20% no número de ultrassonografias de próstata. O objetivo é que 2,5 milhões de homens de 20 a 59 anos procurem um médico ao menos uma vez por ano e percam o medo de descobrir doenças.
Um estudo realizado pela SulAmérica Saúde concluiu que os homens se expõem a problemas que poderiam ser evitados. Um grande exemplo é que 60% dos homens no universo corporativo são sedentários e estão acima do peso. Outros 20% têm pressão arterial elevada, mas apenas 7,9% têm consciência da doença. Quanto ao exame de prevenção ao câncer de próstata, que é obrigatório depois dos 40 anos, 6,2% da população masculina ignora a necessidade.
A empresa avaliou o estilo de vida de 26.011 homens, clientes do seguro saúde da SulAmérica. Com o estudo, foi possível confirmar que os homens não têm o hábito de fazer exames de rotina e, mesmo tendo plano de saúde, eles preferem só procuram o serviço com o agravamento do quadro.
O resultado disso é o aumento do índice de doenças como hipertensão arterial, infarto agudo do miocárdio, diabetes e derrames; aumento de incidência de câncer e até problemas de ereção... A solução: melhorar os hábitos alimentares e passar a praticar atividade física, além de consultas preventivas com um médico.
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