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Cirurgia robótica é nova opção contra o câncer de próstata
30/09 - 12:27hrs
Método diminui os riscos de o paciente desenvolver complicações, como a disfunção erétil
Renata Losso
Um dos problemas que mais preocupam os homens atualmente é o câncer de próstata, que pode causar disfunção erétil e a consequente perda da virilidade. Contudo, um novo método minimamente invasivo promete causar menos dor e uma recuperação mais rápida, além de reduzir os riscos de o paciente ter problemas de ereção: a cirurgia robótica.
Os homens que passam pela cirurgia convencional de retirada da próstata sofrem com o risco de desenvolver disfunção erétil, uma vez que os nervos ficam expostos. Porém, com a cirugia robótica, esse risco sofre uma diminuição de 99%.
Esse método revolucionário, que chegou ao Brasil há pouco mais de um ano, possui diversas vantagens em relação ao método tradicional. “Há menos sangramento, menos dor pós-operatória, menor tempo de internação, além de diminuir potencialmente o surgimento de disfunção erétil e de incontinência urinária”, afirma o Dr. José Roberto Colombo Jr., urologista especializado neste tipo de cirurgia.
Realizada através de pequenas incisões, a cirurgia robótica se diferencia por toda a tecnologia envolvida: o cirurgião ganha uma visão ampliada e tridimensional, os instrumentos são articulados e possuem maior amplitude de movimentos se relacionados ao punho humano e, ainda por cima, melhora a ergonomia do médico, deixando-o mais confortável para realizar a operação. Além disso, possibilita uma recuperação mais rápida aos pacientes.
Mas apesar das vantagens, há uma resistência por parte de alguns médicos. Segundo o Dr. Colombo, os cirurgiões com mais idade ou mais experiência na área afirmam que a cirurgia robótica “ainda é experimental” e que, no Brasil, ninguém possui conhecimento para isso. “Assim, os pacientes ficam sem acesso às informações a respeito do procedimento”, diz.
Com a intervenção robótica para o operar o câncer de próstata, o cirurgião possui maior controle em todo o procedimento e a chance de complicações se torna muito menor. A única desvantagem é que o custo é maior do que a cirurgia convencional e, ainda, alto para os parâmetros nacionais.
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