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Os prós e contras dos suplementos alimentares

07/11 - 09:00hrs

Eles podem ser úteis para a conquista de um corpo malhado, mas o uso indiscriminado pode causar prejuízos

Vladimir Maluf

O uso de suplementos alimentares é cada vez mais comum entre homens que praticam alguma atividade física. Alguns são encontrados até em prateleiras da academia – e indicados pelos próprios professores que, obviamente, não têm conhecimento para isso. Gisele Pavin, nutricionista da Equilibrium Consultoria, explica que eles podem oferecer benefícios, mas não podem ser usados com essa displicência.

“Os suplementos podem trazer grandes benefícios para o desempenho e para a conquista de um corpo malhado, porém, se utilizados sem limites e sem a orientação de um especialista, podem prejudicar a saúde”. A nutricionista explica que, “quando consumidos em excesso, ao invés de auxiliar o ganho de músculos, podem aumentar a massa de gordura, devido ao consumo de calorias além do necessário".

Em longo prazo, os suplementos podem ocasionar complicações nos rins e no fígado. “Em pessoas que já possuem alguma doença pode agravá-la”. Por isso é tão importante o acompanhamento nutricional, caso a pessoa queira dar uma forcinha aos exercícios físicos. Também nutricionista da Equilibrium, Cynthia Antonaccio esclarece que existem vários tipos de suplementos. Confira a explicação da especialista sobre cada um!

Hidroeletrólicos: São os famosos isotônicos, que garantem energia para atividades aeróbicas e anaeróbicas antes do treino e servem, também, para reposição. “Feitos à base de carboidratos e sais minerais, eles hidratam e são absorvidos rapidamente. Quem não treina não deve tomar, pois consumirá apenas calorias a mais".

Repositores energéticos: Também muito comuns, têm uma concentração maior de carboidratos. “Ótimos para depois do treino, mas são indicados para atividades mais longas e para os verdadeiros atletas".

Aminoácidos: São parte da proteína e, geralmente, utilizados com a promessa de estímulo do crescimento muscular ou para evitar a degradação do músculo. “Porém, esse não é um resultado confirmado pela ciência".

Alimentos protéicos: Compostos de proteínas de alto valor biológico, são úteis para complementar a dieta, inserindo proteína, principalmente, nos intervalos das refeições. “São usados em lanches, quando as outras opções disponíveis são sempre ricas em carboidratos. Mas se a pessoa comer muita carne, por exemplo, não precisa disso. A vantagem é que adiciona proteína, com baixo teor de gordura. Pois, geralmente, carnes e queijos (fontes de proteína) são fontes, também, de gordura".

Alimentos compensadores: São os hipercalóricos, ou seja, riquíssimos em calorias. “Esses são bem complicados, pois quem não treina muito (mas muito mesmo) acaba engordando com o consumo deles".

Suplementos de vitaminas e minerais: “São muito úteis quando compostos por todas as vitaminas e minerais”. Cynthia explica que é uma forma prática e rápida de complementar a dieta – ainda mais de pessoas que comem muito na rua ou não suprem todas as necessidades que deveriam. “O brasileiro não consome três porções de frutas e cincos de vegetais por dia, que são recomendadas pelos cientistas".


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