04/08 - 16:38 Pais diferentes, mas iguais As dificuldades do dia-a-dia não impedem deficientes físicos de curtir a paternidade ao máximo Da redação

William, Ricardo e Valdir são pais com muito para comemorar no próximo dia 10 de agosto. Além do amor dos filhos, eles vão celebrar a própria sobrevivência e superação: os três são deficientes físicos, e se locomovem em cadeiras de rodas. As vidas desses pais se cruzaram numa equipe de basquete sobre rodas, na Associação Desportiva para Deficientes. Conheça suas histórias:

William Albino Prudêncio, de 30 anos, trabalha na fábrica de pipas de um amigo. Aos 22 anos, foi atropelado por uma menina de 15 anos, que subiu com o carro que dirigia na calçada onde William esperava o ônibus. Na ocasião, ele já era pai de Karen – hoje com 10 anos. William conta que foi uma surpresa muito boa saber que poderia ser pai novamente, e assim vieram Júlia, hoje com dois anos e meio, e o caçula William, de cinco meses.

As limitações existem. William sente dificuldade na hora de pegar os filhos no colo ou quando participa de algumas brincadeiras. Mas ele faz de tudo para que esses limites não o impeçam de ser um bom pai e de aproveitar essa experiência ao máximo.

Valdir Moreira, de 33 anos, é analista de sistemas e também sofreu uma lesão medular causada por um tiro em um assalto há 14 anos. "Mesmo depois do acidente, eu não deixei de acreditar que poderia ser pai um dia." Hoje, a maior alegria dele é o filho Gustavo, de três anos. “Ganhei uma nova visão, pois até aquele momento eu era o filho e agora estou na posição de pai. Eu estava em uma posição onde havia alguém 'acima' de mim e agora eu tenho alguém que depende de mim”, conta. Para ele, a idéia de que pessoas com deficiência são diferentes na questão da paternidade é um “mito”. “O sentimento de ser pai, o valor que isso tem, as responsabilidades são as mesmas para qualquer pessoa”, ressalta.

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